Redação
O mercado de trabalho parece pequeno para profissionais de comunicação. Relações Públicas e jornalistas disputam espaço em assessoria de imprensa e colocam em questão o direito Pa função de assessor.
A disputa é reflexo de um mercado de trabalho pouco aberto à oportunidades para comunicólogos. A situação não é recente. Mas algumas medidas constitucionais esquentaram a discussão nos últimos meses. Neste ano, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, descartou por tempo indeterminado certas exclusividades para os jornalistas, principalmente, quanto à limitação de algumas funções a esse profissional.
Para muitos, a história do surgimento das relações públicas é a justificativa mais louvável em favor dos RPs. A profissão surgiu nos Estados Unidos, nas primeiras décadas do século XX, quando o jornalista Ivy Lee decidiu unir-se a um empresário pouco apreciado pela sociedade, John D. Rockefeller Jr., e melhorar sua imagem diante da opinião pública. Ao assumir essa responsabilidade, Ivy Lee abandonou a profissão de jornalista, chegando a sofrer preconceito por parte de seus ex-companheiros, devido à nova função que não se enquadrava totalmente aos padrões do jornalismo daquela época. O trabalho de assessor de imprensa que fez foi tão bem sucedido que até hoje instituições tem o nome de Rockefeller em sua homenagem.
As características teóricas e técnicas da assessoria de imprensa são outros pontos em que as relações públicas se pautam. Na descrição de suas funções, o relações públicas é o responsável de mediar os interesses entre os diferentes públicos de seu cliente ou organização e gerenciar a troca de informações entre eles. O objetivo é alcançar a satisfação dos públicos-alvo e harmonizar os relacionamentos, sem comprometer os interesses do cliente.
A função de assessor de imprensa é basicamente esta: por meio da informação, manter boas relações com diferentes segmentos da sociedade e construir uma imagem positiva. Os objetivos similares colocam essa função mais próxima da profissão de relações públicas, como confirma a Legislação Brasileira, por meio da Resolução Normativa nº 43/02 de 24 de agosto de 2002.
Entretanto, a qualificação profissional é um fator que desfavorece muitos relações públicas. Como a assessoria de imprensa está muito próxima também do jornalismo empresarial, os profissionais desse ramo, na maioria das vezes, estão mais preparados a ocupar o cargo de assessor por conta da familiaridade com as técnicas jornalísticas.
O papel das universidades e faculdades que ofertam cursos de relações públicas é importante nessa questão. Dependem dos formadores de profissionais a qualificação e aptidão para que estes ocupem os cargos que lhes competem, sem desconsiderar os esforços de cada um.
A competição no mercado de trabalho é o termômetro que indica quem está mais preparado para abraçar as oportunidades. E é nela que a disputa entre jornalistas e relações públicas pela assessoria de imprensa acontece da forma mais justa: ocupa cargos quem tem mais competências e habilidades para tal.
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