Redação
Assim classifica a profissão de Relações Públicas o Guia das Profissões da Folha de São Paulo/2008. Mas, se realmente é uma carreira tão promissora, por que se ouve tantas reclamações sobre o mercado de trabalho para esse profissional?
As culpas caem nos ombros de muitos. Ou é a competição no mercado que está muito acirrada, ou são as faculdades que não preparam bem seus estudantes. Poucos pensam na possibilidade de serem os próprios profissionais os principais atores desse cenário.
O bode expiatório preferido é o mercado de trabalho. As empresas surgem, crescem, desenvolvem, e todos os anos milhares desaparecem. Outras se expandem, criam filiares em diversas partes do mundo e ainda tem profissional reclamando de falta de oportunidade. O mercado funciona num dinamismo onde quem não se preocupa em acompanhá-lo fica submergido na própria desqualificação, por não atender as expectativas das grandes corporações.
As vagas estão aí, surgindo a todo o momento em diferentes pontos do país, principalmente nos evitáveis interiores dos estados. Criou-se uma crença metropolitana em que tudo o que há de melhor está na capital. Mas não se enxerga que o “inchaço” populacional nas grandes cidades acontece paralelo à carência de profissional nas pequenas cidades.
A desqualificação profissional é claramente vista como principal fator para esse encolhimento do mercado. No entanto, não é justo despejar a culpa só nas faculdades. Quem poderia ser mais responsável pela formação acadêmica do que o próprio estudante? As instituições de ensino cumprem a legislação ao elaborar grades curriculares mais completas possíveis, e mesmo que não atendam plenamente as expectativas na aplicação do conteúdo, estão sujeitas a reclamações dos interessados em acompanhar o desenvolvimento de sua formação profissional.
Não é novidade a mudança constante de perfil para ocupação de cargos em grandes empresas. Nem que é essencial que se fale, pelo menos, uma língua estrangeira. Muito menos, que se tenham cursos básicos de informática. O que falta para muitos é a preocupação em direcionar os esforços para a flexibilidade do mercado. Networking não basta. É preciso, mais que conhecer pessoas, tornar-se conhecido.
Ser Relações Públicas num mercado tão dinâmico não foge muito das funções desse profissional: a estratégia de se ver em coisas simples o desenvolvimento de planejamentos capazes de alcançar resultados inesperados. É uma questão de visão. O mercado está de “braços abertos” para quem consegue perpetuar seu dinamismo e nós, relações públicas, temos tudo em mãos, falta só explorar um pouco mais.
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