sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Estrangerismo e RP

Redação


Em diversos aspéctos e modalidades de comunicação, o conceito de estrangeirismo vai além das características relacionadas à nacionalidade.


O domínio dos processos de comunicação não se limita à linguagem oral ou escrita. Existem outros tipos de comunicação que o profissional precisa estar habilitado a lidar. São modalidades como o Braile e Libras que em muitas situações fazem a diferença na qualificação do comunicólogo.

A questão gira em torno do porquê de tais modalidades não receberem a devida atenção. As estratégias de mercadologia deixam clara a importância de quaisquer fatia de mercado consumidor em potencial, principalmente quando essa fatia é representada numericamente por valores expressivos. Não é a toa o surgimento, há algum tempo, de tradutores para pessoas portadoras de deficiência auditiva em programações televisivas. Entretanto, esse esforço de inclusão ainda é pouco quando relacionado à demanda.

O relações-públicas, formado para suprir a necessidade de relacionamento da organização com seus diversos públicos, parece ser o profissional mais indicado, pode-se assim dizer, em ter habilidade em se comunicar com públicos compostos por portadores de deficiência auditiva e, por que não, visuais. A argumentação de se especificar determinados ramos profissionais para tal tarefa, que visivelmente fundamenta-se em processos de comunicação, não justifica episódios de despreparação para lidar com esses públicos ou de dispêndio de recursos na contratação de outros serviços para esse fim.

A exigência de muitas organizações quanto ao domínio em línguas, como Inglês e Espanhol, poderia ser colocada paralela à necessidade de se comunicar com públicos “especiais”. A atenção para esse grupo deveria ser despertada por empresas de todos os ramos, uma vez que a deficiência não imuniza essas pessoas do consumismo inerente ao sistema capitalista. O mesmo estrangeirismo presente no impacto entre o Português e outras línguas encontra-se, em muitas ocasiões, quando faltam mecanismos precisos para se comunicar com um portador de deficiência auditiva ou visual.

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