Redação
A TV digital que chega ao Brasil, os aparelhos de celular 3G, os MP9 e tantas outras sensações no mundo tecnológico faz com que muitos pensem que estamos no cume da modernidade. Mas até que ponto esses avanços contribuem ao aspecto qualitativo da comunicação humana?
Seu celular, smartphone, ou seja lá o que possa armazenar dados, deve estar cheio de contatos. Sua página em sites de relacionamentos, idem. Entretanto, provavelmente, você estabeleça comunicação com um pouco mais da metade desse número.
O próprio conceito de comunicação sofre mudanças quanto ao emprego do termo no cotidiano. O processo é interrompido porque existem outros o sobrepondo e que também não serão concluídos devido ao número de informações que o ritmo de vida estipula para dar continuidade ao ciclo vicioso do sistema.
O que deveria ser usado para vencer o tempo e o espaço passa a ser instrumento indispensável na criação de uma distância estratégica ao consumismo. A necessidade de se comunicar aumenta concomitante ao desejo de se possuir o que há de mais inovador, mesmo que os aspectos de funcionalidade não sejam totalmente atendidos.
Nas organizações, seja no ambiente interno, seja no relacionamento com outros públicos, a comunicação recebe um importante apoio da tecnologia. Porém, apostar apenas nas inovações não basta. Lidar com novos instrumentos é também estar sujeito a novos efeitos que, se não submetidos à análise, podem sair do controle de quem os gerencia. Surge, então, o relações-públicas para dar sentido ao processo comunicacional, principalmente por meio de estratégias de relacionamento.
Enquanto muitos usam a tecnologia para se comunicar à “distância”, as relações públicas a utiliza para promover a verdadeira comunicação por meio da proximidade.