sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Entrevista sobre blog, redes sociais e política


Na segunda-feira, dia 26/09, as graduandas do curso de Comunicação Social – Relações Públicas do IESAM – Rebecca Lima, Tulipa Vieira e Walkíria Martins (Foto) – reuniram-se para uma entrevista com o blogueiro e analista de Redes Sociais Rui Baiano Santana, acerca de Redes Sociais e Política.
A pauta da conversa foi marcada pela dissertação, de Rui Baiano, de uma linha cronológica da inserção e ápice da utilização das Redes Sociais no contexto político, no Brasil e no Mundo. Destaque para a utilização das Redes nas eleições de Obama e de Dilma, consideradas as primeiras participações efetivas em campanhas pelas Redes Sociais.
Rui Baiano Santana que também é repórter fotográfico, destaca que as Redes Sociais se consolidam nas eleições, não determinam – necessariamente – o voto, mas apresentam-se como um importante espaço para dar voz a sociedade, ultrapassando os limites cibernéticos e passando a ser um instrumento de debates na sociedade.
Um fato marcante das Redes Sociais é que destas não se tem controle, o que ele chama de anarquia revolucionária, onde o indivíduo pode escrever sobre o que quer sem direcionamento, expor sua opinião, interagir e romper com as barreiras sociais.
Cada vez mais, as Redes Sociais vão tirando o monopólio da informação de outras mídias, tomando um curso natural da revolução cibernética. E para Rui na próxima eleição, as Redes Sociais serão determinantes no processo político, podendo até influenciar o voto.
As alunas agradecem a contribuição de Rui Baiano, com informações de suma importância baseadas em seu vasto conhecimento em Redes Sociais e Política, na qual será um grande auxílio na pesquisa das graduandas.
Por Rebecca Lima, Tulipa Vieira e Walkíria Martins, acadêmicas da S4NA.

Fonte: http://ananindeuadebates.blogspot.com/2011/10/o-blog-no-iesam-instituto-de-estudos.html

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Pará, onde vais parar?


Pará, onde vais parar?
Limites e perspectivas da divisão foi o tema do debate sobre a divisão do Pará, promovido pela turma S1NA - 1o ano de Relações Públicas do IESAM, no dia 22 de setembro, com início às 19h30, no auditório Albano Franco da Federação das Indústrias do Estado do Pará - FIEPA.

O proposta do evento surgiu das discussões do projeto interdisciplinar sobre pólos turísticos do Pará, na disciplina Relações Públicas e turismo, ministrada pelo prof. Jax Nildo.


O debate contou com a participação dos Deputados Federais Giovani Queiroz e Cláudio Puty, do Deputado Estadual Carlos Bordalo, do Secretario Executivo da AMAT Josenir Gonçalves Nascimento, na qualidade de debatedores, e do Vice- Presidente da FIEPA, Sr. José Maria da Costa Mendonça, na qualidade de mediador.

Dois debatedores manifestaram-se a favor da divisão do estado e dois contra, apresentando seus argumentos e respondendo às questões encaminhadas pela plenária. O debate foi esclarecedor, conduzido de forma harmoniosa e organizada, pelo acadêmico de Relações Públicas Fabio Giovani Luz.

A coordenação do curso de Relaç
ões Públicas, que apoiou o debate desde sua concepção, reconhece que a organização, divulgação e execução do evento foi mérito da turma S1NA. Parabéns!

Texto: Profas. Lorena Trescastro e Silvia Elen Reis

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

IX FEIRA DO EMPREENDEDOR

Educação,sustentabilidade, terceiro setor, ilustração, mídias digitais, fotografia e audiovisual foram os temas debatidos na programação dos cursos de Comunicação Social: Multimída e Relações Públicas na IX Feira do Empreendedor do IESAM.

Aconteceu no dia 13 de setembro, terça-feira, palestra sobre: Educação, meio ambiente e sustentabilidade no Terceiro Setor, com a participação do Sr. Marcos Wilson, coordenador da ONG NOOLHAR e outra sobre A atuação dos Relações Públicas no Terceiro Setor, com a egressa do curso de Relações Públicas Valéria Coroa, que desenvolve projetos na ONG Instituto Capital Social. Participaram das palestras acadêmicos dos cursos de Engenharia Ambiental, Comunicação Social: Relações Públicas e Multimídia.


A programação contou também com duas mesas-redonda sobre: Ilustração e mídias digitais e Fotografia e audiovisual, com a participação de egressos de Multimídia e profissionais que atuam na área.

Texto: Profa. Lorena Trescastro

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Visita Técnica Educação Ambiental

Trilha ecológica no Parque dos Igarapés

Acadêmicos de RP com a Profa. MSc. Rosalha Albuquerque

Ecologia, sensibilidade e prática ambiental são abordados no currículo de Relações Públicas.

Acadêmicos de Relações Públicas da turma S2MA, numa ação integrada com a turma JIMC de Engenharia Ambiental, realizaram visita técnica na trilha ecológica do Parque dos Igarapés, em Belém, no dia 25/08/2011 das 8h às 12h, como parte da disciplina Educação Ambiental, sob orientação da Professora Rosalha Albuquerque.

Texto: Profa. Silvia Elen Reis


terça-feira, 2 de agosto de 2011

"QUE PRAIA QUE NADA!"

"QUE PRAIA QUE NADA!"

Jair Machado, acadêmico de Relações Públicas do IESAM, concedeu entrevista para a Revista Troppo, em O Liberal, em 10 de julho de 2011, destacando que aproveitou o período de férias para se qualificar ainda mais.

Leia matéria na íntegra disponível em:

http://www.orm.com.br/projetos/oliberal/interna/default.asp?modulo=439&codigo=541787

terça-feira, 24 de maio de 2011

Fórum Internacional de Empreendedores - FIE

Jair Cleiton Machado, acadêmico do terceiro ano de Relações Públicas do IESAM, integra delegação do Fórum Internacional de Empreendedores - FIE

O objetivo do Fórum Internacional de Empreendedores – FIE é desenvolver as aptidões dos jovens e suas atitudes empreendedoras, fortalecendo os seus valores. Desenvolvido pela Junior Achievement - organização de educação prática de economia e negócios -, desde 1998, é o maior evento para jovens empreendedores do mundo.

A 13ª edição do evento aconteceu de 07 a 16 de maio de 2011, em Tanti, nos arredores de Córdoba, na Argentina, com diversas atividades acadêmicas, desportivas e recreativas, que possibilitam aos jovens se integrarem, inter-relacionarem e descobrirem os seus potenciais para aprender, melhorar e atuar na transformação da comunidade em que vivem.

O evento contou com mais de 600 participantes com idade entre 16 e 23 anos vindas de todos os continentes. Esta é a primeira vez que um representante do estado do Pará participa da delegação que competiu no Fórum Internacional de Empreendedores.

Para Jair Machado, acadêmico de Relações Públicas do IESAM, a experiência de participar do FIE “é única e incrível, é o maior evento internacional que reúne jovens empreendedores de todos os continentes, que atuam juntos por vários dias em atividades acadêmicas, de interações entre os países, de lazer, culturais e profissionais”. Destacou também a relevância do debate proporcionado por conferencistas internacionais e personalidades da politica, economia e do mundo corporativo mundial. Quanto a isso Jair complementa que “o evento faz com que estejamos em uma grande vitrine em que expomos não só as nossas características pessoais, mas também nosso país, região e estado, a cultura é evidenciada a todo o momento”.

As competições realizadas, durante o evento, são diárias e intensas, no sentido de buscar o alcance de metas e objetivos de sucesso. “Tenho orgulho de ter sido o primeiro paraense a participar dessa competição que é considerada a mais importante no cenário de empreendedorismo do mundo hoje. Juntei-me a outros 73 brasileiros, formando a maior delegação estrangeira da história do FIE, todos com muita garra representamos nossos estados e nosso país em todos os momentos. A delegação brasileira voltou com várias premiações que vão desde show de talentos até a conquista do campeonato de MESE (Management and Economic Simulation Exercises), um software desenvolvido pela Universidade de Harvard para simulação de decisões empresariais, considerado um dos melhores do mundo” diz o participante paraense. Que outros acadêmicos do IESAM e do estado do Pará venham futuramente a integrar a equipe do evento.

Texto: Profa. Lorena Trescastro

Fotos: Jair Machado/acervo pessoal

terça-feira, 17 de maio de 2011

Cerimonial e Protocolo

Relações Públicas realizam exposição sobre mesa de eventos

Como culminânc
ia dos estudos sobre elaboração de mesas para eventos, na disciplina Cerimonial e Protocolo, ministrada pela professora Silvia Elen Reis, acadêmicos de Relações Públicas da turma S2MA, organizaram, na manhã de 16 de maio, no hall do IESAM, a exposição de três mesas: Brunch, Chá beneficente e Jantar para noivado.
Jantar de Noivado

Chá beneficente

Brunch
A equipe responsável pela organização de cada mesa expôs os resultados de suas pesquisas. O Brunch, criado pelos americanos, é uma mistura de café da manhã (breakfast) com almoço (lunch), solução prática para se reunir amigos em um encontro matinal. Já o chá beneficente, como o nome sugere, tem por objetivo reunir pessoas, no final da tarde, a fim de arrecadar recursos a favor de pessoas ou instituições necessitadas. Por seu caráter sofisticado, elegante e cerimonioso, o jantar de noivado, organizado pela equipe, a ser servido à noite, numa ocasião especial, baseou-se no serviço francês.

Alinne Barros e Silvia Reis, avaliando a exposição

A avaliação da exposição contou com a participação especial, da egressa, que atua no setor de eventos, a Relações Públicas Alinne Barros. De acordo com a professora Silvia, “o êxito da exposição demonstrou o quanto os acadêmicos foram dedicados e comprometidos com o trabalho, resultando em aprendizagens imensuráveis”.

Texto: Profa. Lorena Trescastro/IESAM
Fotos: Cesar Sarmento/IESAM

sexta-feira, 15 de abril de 2011

MUVUQUINHA NO IESAM

Comunicação tecnológica e midiatizada. Até que ponto?

Depois do encontro com Santaella ocorrido há 15 dias, foi a vez do “Muvuquinha”- Pré-semana de comunicação da UFPA. O evento aconteceu no auditório do Instituto de Estudos Superiores da Amazônia – IESAM, dia 14 de abril, às 19 horas. Auditório lotado, estudantes entusiasmados e professores eloquentes somavam-se num caleidoscópio de interpretações sobre o que será o futuro da comunicação na era digital em que a convergência das mídias se impõe como algo inevitável.
O diálogo, construído do ponto vista da multimídia, do jornalismo e de relações públicas, com profissionalismo e ética, deu o tom do excelente debate, mediado pela jornalista Lara Lages, estabelecido entre os professores Roseli Brito – professora adjunta da Faculdade de Comunicação da UFPA e Daniel Leão – vice-coordenador e professor do curso de Multimídia do IESAM e os acadêmicos do IESAM, Thalmus Gama (Multimídia) e Jair Cleiton Machado (Relações Públicas).
Sob a mira profissional das câmeras fotográficas dos estagiários e acadêmicos da Comunicação que não perdiam os ângulos e os movimentos para os quais foram ensinados, a professora Roseli Brito discorreu sobre os ensinamentos de Lúcia Santaella, na abertura das comemorações dos 35 anos do curso de comunicação da UFPA, comentando sobre os avanços tecnológicos nas últimas décadas da máquina de escrever ao computador, ilustrando os aportes teóricos com sua experiência de jornalista e professora, chegando a afirmar que é “jornalista por opção e professora por acaso”. Já Daniel Leão considerou o domínio da técnica como algo que media as relações nesta nova sociabilidade em que a máquina é o suporte das ferramentas intelectuais e fez um paralelo com o filme Os Piratas do Vale do Silício de Martyn Burke.

Mas como tudo estava tranquilo, algo que ia de encontro ao título do evento, a mediadora Lara Lages, jornalista e produtora do programa Sementes da TV Cultura atiçou a Muvuca, fez então uma provocação: “quais as promessas e os perigos da tecnologia?”. Muitas coisas foram ressaltadas pelos debatedores que, além das suas afirmações, buscavam fundamentar suas opiniões na citação de vários autores com suas respectivas obras. Uma riqueza de conhecimento que sinaliza a disposição dos comunicólogos em encarar os desafios que a área da comunicação apresentam.
A história da imprensa no Brasil com seus primeiros jornais produzidos em Londres, a importância da clareza sobre os postulados da escola de Frankfurt, o entendimento da multimídia como já sendo uma convergência da mídia e a quebra do paradigma dos meios de comunicação, a adoção pelas organizações das redes sociais como parte da sua política e estratégias foram as questões mais contundentes argumentadas pelos professores e estudantes presentes.
Walter Benjamin com sua era da reprodutibilidade técnica, Theodor Adorno e a indústria cultural, Horkheimer e sua teoria crítica, Pierre Lévy nas tecnologias da inteligência, entre outros clássicos citados foram referências teóricas que nortearam as discussões resultantes dos questionamentos levantados pelos participantes.

Entre as ponderações, estava a observação de que as tecnologias devem estar a serviço do homem e não ao contrário. Porque, apesar de estarmos sendo constantemente mediados pela técnica, desde a invenção da imprensa por Gutenberg, como bem colocou Roseli, é necessária a reflexão crítica sobre esse novo paradigma, pois as patologias sociais oriundas desta era digital não são insignificantes e merecem atenção, Daniel Leão citou algumas.
Do ponto de vista dos acadêmicos da UFPA e do IESAM, entre outras IES, o evento que abrilhantou o Auditório do IESAM foi maravilhoso. Foi, portanto, mais um passo que os acadêmicos da Amazônia deram em direção ao futuro que os aguarda – a Muvuca e a entropia que a acessibilidade, a universalização e a tecnodemocracia dos meios comunicacionais provocarão.

Texto: Olga Benário e Sinderlei Serra - Alunos do 3º ano de Relações Públicas do IESAM

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Encontro com Santaella

Com a epígrafe “35 anos de convergência tecnológica”, aconteceu no dia 30 de março no Teatro Cláudio Barradas da Faculdade de Comunicação da UFPA a palestra da professora Drª. Lúcia Santaella. O evento fez parte das comemorações dos 35 anos do Curso de Comunicação da UFPA.


Santaella deu uma importante contribuição à comunidade acadêmica, principalmente aos estudantes de comunicação. O teatro lotou ao ponto de inviabilizar a entrada de pessoas que chegaram a partir das 19h30.


Os estudantes que ali estavam, da UFPA, do IESAM e outras IES, dentre os quais de jornalismo, relações públicas e artes plásticas, certamente tiveram a oportunidade de ampliar seus campos de conhecimento e aliviar algumas inquietações que esse campo do saber nos impõe. Pois a forma magistral e com uma autoridade de quem é referência nacional e internacional no tratamento da teoria das mídias, Santaella, se referindo a alguns arautos da modernidade que profetizaram o fim do livro e do jornal, defendeu peremptoriamente a permanência desses dois instrumentos (até porque também é escritora), ainda que digital, apesar da convergência das mídias.


Ressaltou, ainda, que no Brasil a nação saiu da oralidade e passou para a comunicação de massa, pouco se desenvolveu a cultura da escrita/leitura como aconteceu na Europa onde foi intenso o processo de leitura pelo cidadão. Por essa razão, a Teoria Crítica da Escola de Frankfurt foi a orientação para os estudantes brasileiros.


Lucia Santaella recordou fatos ocorridos nos anos 70, década em que foi implantado o curso de comunicação na UFPA, fazendo uma comparação com os dias de hoje chegando a afirmar, em tom descontraído, que a maioria dos jovens ali presentes já era mutante, pois nasceram na era digital. “As tecnologias da inteligência mudam o comportamento das pessoas, o cérebro humano cresce para além da caixa craniana, porque o desenvolvimento da inteligência humana não pode parar”, disse ela.


Depois de quase duas horas falando para uma platéia atenta a cada palavra altamente refletida, abriu-se uma rodada de questionamentos dos acadêmicos, cujo foco foi muito relacionado ao jornalismo, como produção de conteúdo, relacionamento profissional com outras áreas correlacionadas em que a fronteira é quase imperceptível diante dessa convergência inevitável.


Santaella, categoricamente, analisou que a produção e distribuição de conteúdo é uma possibilidade para todos e é neste sentido que caminham as preocupações semióticas quando, tudo vai ficando mais complexo.


No decorrer da exposição, a professora deixou claro que gosta muito do que faz, adora escrever, e que é testemunha viva de muitas transformações que ocorreram no Brasil de contrastes, em diversas matizes, e continua contribuindo, com suas teorias, para o avanço cultural do povo brasileiro.


Portanto, sua vinda ao estado do Pará certamente foi uma marca indelével para todos os acadêmicos que estiveram naquele evento. Seus ensinamentos para a formação de futuros profissionais de comunicação são tão importantes quanto de muitos outros mestres que se esmeram para a melhora do nosso estado como um todo. Parabéns pelos 35 anos do Curso de Comunicação da UFPA.


Texto: Sinderlei C. Serra - Aluno do 3° ano do IESAM

quinta-feira, 31 de março de 2011

Relações Públicas no terceiro setor

EGRESSOS DO IESAM ATUAM NO TERCEIRO SETOR


As ações sociais têm sido uma tendência que vem crescendo consideravelmente nos últimos anos. O termo responsabilidade social é definido como um conceito recente entre as empresas brasileiras, mas que se delineia como uma fonte renovadora de inspiração para alavancar negócios e conquistar, a um só tempo, espaços mais amplos junto à sociedade e resultados financeiros positivos.

A sociedade civil vem se organizando para garantir o bem-estar da população. Tradicionalmente a responsabilidade do setor privado limitava-se na busca da maximização dos lucros e minimização de custos. A tomada de decisões não era influenciada significativamente pelos aspectos sociais. Atualmente, o contexto mundial requer empresas aptas a assumir mais responsabilidades sociais, econômicas e ambientais, o que reflete a mudança de ênfase do econômico para o social.

Assim, o setor privado vem se conscientizando que precisa ter participação eficiente e constante no ambiente social e comunitário porque é parte integrante dele e, portanto, depende de seu correto e bom funcionamento. Ninguém mais se beneficia da carência social. A empresa que tiver um bom relacionamento com a comunidade, contribuindo para a sua qualidade de vida, será aceita e beneficiada por ela.

A experiência vivida pelo egresso de relações públicas do IESAM, Saulo Sarmanho, na empresa Albras foi de extrema importância para o seu crescimento profissional. “A Albras é uma empresa de grande porte e tive a oportunidade que poucos profissionais têm, pois convivi com uma comunicação integrada, na qual a responsabilidade social é voltada para cuidar do lado social de seus funcionários. A sociedade de hoje não quer apenas produtos que satisfaçam suas necessidades, mas que também contribuam para a qualidade de vida. Não basta um bom produto com preço justo, é preciso haver preocupações sociais, éticas e ecológicas”, diz o egresso.

As organizações começam a ser cobradas em relação à sua responsabilidade social. As ações de responsabilidade social não se limitam a doação de verbas a instituições, é preciso que sejam legitimadas. Nesse aspecto, necessita-se de um planejamento cuidadoso de maneira vinculada a toda a política da empresa, como as relações internas (recursos humanos e comunicação interna) e externas (relações públicas).

Observa-se que as empresas exercem grande influência no desenvolvimento socioeconômico das comunidades onde estão inseridas. Muito além de produção de bens e geração de emprego, hoje, espera-se das organizações um maior envolvimento e participação social efetiva, minimizando a carência nas áreas de saúde, educação, habitação, segurança, alimentação, entre outras tantas. É nesse cenário que o mercado profissional de Relações Públicas se expande, pois sua relevância está nas novas exigências de uma sociedade cada vez mais atenta ao comportamento ético e social das organizações. Nessa perspectiva, nota-se a necessidade de encontrar um profissional habilitado para atuar com eficiência e eficácia no Terceiro Setor na obtenção de resultados positivos, tanto para as empresas quanto para a sociedade.

Para a relações públicas em uma Ong, Valéria Coroa, também egressa do IESAM, “a atividade de Relações Públicas é fundamental para qualquer organização, de pequeno à grande porte; na área governamental, comercial e ainda a sem fins lucrativos. A importância das ações de RP em uma organização do Terceiro Setor está relacionada às estratégias de comunicação interna e externa, busca por parceiros, fortalecimento da imagem institucional e clima de boa convivência entre os públicos”.

Em seu depoimento Valéria relata que “o trabalho na Rádio Margarida e no Instituto Capital Social me fizeram ter certeza que as relações construídas entre as instituições (ONG), governos e pessoas da sociedade civil, são de extrema importância para o andamento de qualquer projeto. Além das atribuições relacionadas à comunicação interna, temos outras atividades de extrema importância, como: os cuidados com a imagem e as questões burocráticas que mexem com a administração das instituições. As atividades passam desde relações interpessoais e estratégias de comunicação, para que as ONGs sejam reconhecida pelos seus projetos, recebam seus públicos de portas abertas e com o comprometimento de trabalhar a responsabilidade social”.

As boas relações com a comunidade merecem grande atenção por parte das empresas, em suas buscas incessantes pelo sucesso mercadológico. A organização que agir em benefício da comunidade terá retorno na mesma proporção. Deve-se considerar também que as ações sociais estão se transformando em diferenciais competitivos e os consumidores estão optando pelas empresas socialmente responsáveis.

O profissional de Relações Públicas está habilitado para planejar e coordenar quaisquer projetos de ordem social para o Terceiro Setor. No âmbito das tendências atuais, verifica-se a aproximação dos interesses das organizações com os da sociedade, resultando em esforços múltiplos para o atendimento de objetivos compartilhados. É através da convergência entre metas econômicas e sociais que emergem os modelos de organizações preocupadas com o bem-estar da comunidade.

O dinamismo da sociedade cria uma rede de relacionamento que muitas vezes não nos permite compreender a noção exata da realidade em que vivemos. São sistemas e estruturas sociais que nos envolvem num grande contexto no qual a informação e a comunicação tornam-se elementos vitais no ordenamento das ações dos indivíduos e das organizações, e é justamente a partir do bom direcionamento das informações que retomamos a consciência do caminhar da sociedade.

Quando se percebe essa realidade, isto é, a comunicação como principal instrumento dos relacionamentos entre as pessoas e as instituições, entende-se que o processo de comunicação possui um papel estratégico. Para isso a atividade de Relações Públicas deve estar presente de forma comprometida para transformar inteligentemente as diretrizes do relacionamento social para a conscientização e democratização do espaço onde se dá tal comunicação a fim de produzir nos públicos o desejo de participar do processo comunicacional.

Nessa conjuntura, o profissional de Relações Públicas não só pode obter envolvimento e adesão da sociedade civil, como também obter excelentes resultados no que diz respeito à imagem corporativa e de seus produtos. Afinal, uma de suas atribuições é construir a imagem pública das organizações. Indiscutivelmente, o Terceiro Setor representa um amplo e promissor campo de atuação para o profissional de Relações Públicas.


Texto: Milena Albuquerque - Profa. do Colegiado de RP.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Fórum de relações públicas

No dia 23 de fevereiro, quarta-feira, a Delegacia Regional do CONRERP 6º Região promoveu, em parceria com o Curso de Comunicação Social:Relações Públicas do IESAM (Instituto de Estudos Superiores da Amazônia), o 1º Fórum de Relações Públicas da Amazônia, para debater o tema “Gerenciamento de Crises: Evitáveis e Administráveis”.

O evento ocorreu no auditório do IESAM com a participação de profissionais da comunicação e estudantes de Relações Públicas. Foram debatedores: Ana Paula Sampaio, Relações Públicas da Norte Comunicação Integrada, Lucrécia Girão, Relações Públicas e Consultora de Comunicação Empresarial, Vanessa Arouck, Relações Públicas do Conselho Regional de Economia do Pará – CORECON, e Tenente Luis Cláudio, Representante da FAB, com a mediação do RP e professor do IESAM Jax Nildo Pinto. Segue matéria publicada em O Liberal.

RPs debatem como se gerenciam crises

O Conselho Regional dos Profissionais de Relações Públicas (Conrerp) da 6ª Região realizou ontem no início da noite o 1º Fórum de Relações Públicas da Amazônia, com o tema "Gerenciamento de crises: evitáveis e administráveis", no auditório do Iesam (Instituto de Estudos Superiores da Amazônia), em Belém. Participaram profissionais de Relações Públicas, publicidade, marketing e jornalismo.

Durante os debates foram apresentadas e discutidas estratégias, produtos e o comportamento de empresas, instituições e organizações ante situações extremas, como a do desabamento do edifício Real Class, em Belém. Os profissionais e estudantes também conheceram exemplos práticos de gerencimento de crise, para que uma marca, instituição ou pessoa resista a ela, e qual a função do Relações Públicas nesses momentos.

Em casos como a declaração preconceituosa do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, contra os paraenses; da prisão de políticos; das cenas protagonizadas pelos delegados que deixaram nua uma escrivã acusada de corrupção em São Paulo, como devem agir as empresas e instituições perante a opinião pública e seu público interno.

"A função de um grupo de gerenciamento de crise é gerenciar riscos, por isso tem que estabelecer diálogo principalmente com seu público interno, que é especial, e depois com a imprensa, o desafio é nos fazer entender", disse o tenente Luiz Cláudio, que atua na Divisão de Relações Públicas do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, em Brasília. Para o professor Jax Pinto, de Teoria da Opinião Pública no Iesam, o Fórum estabeleceu a relação de experiências com conteúdo acadêmico.

O LIBERAL, Atualidades, 24 fev. 2011.

Fotos: Rogério Modesto/IESAM
Para saber mais acesse: http://delegaciarppara.wordpress.com

Expediente

RP Informa é uma publicação do colegiado do Curso de Comunicação Social: Relações Públicas do IESAM.
Coordenação: Silvia Elen Reis
Vice-coordenação: Lorena Trescastro
Projeto Gráfico: Hericley Serejo
Redação: Estudantes e professores de Relações Públicas.