Comunicação tecnológica e midiatizada. Até que ponto?
Depois do encontro com Santaella ocorrido há 15 dias, foi a vez do “Muvuquinha”- Pré-semana de comunicação da UFPA. O evento aconteceu no auditório do Instituto de Estudos Superiores da Amazônia – IESAM, dia 14 de abril, às 19 horas. Auditório lotado, estudantes entusiasmados e professores eloquentes somavam-se num caleidoscópio de interpretações sobre o que será o futuro da comunicação na era digital em que a convergência das mídias se impõe como algo inevitável.
O diálogo, construído do ponto vista da multimídia, do jornalismo e de relações públicas, com profissionalismo e ética, deu o tom do excelente debate, mediado pela jornalista Lara Lages, estabelecido entre os professores Roseli Brito – professora adjunta da Faculdade de Comunicação da UFPA e Daniel Leão – vice-coordenador e professor do curso de Multimídia do IESAM e os acadêmicos do IESAM, Thalmus Gama (Multimídia) e Jair Cleiton Machado (Relações Públicas).
Sob a mira profissional das câmeras fotográficas dos estagiários e acadêmicos da Comunicação que não perdiam os ângulos e os movimentos para os quais foram ensinados, a professora Roseli Brito discorreu sobre os ensinamentos de Lúcia Santaella, na abertura das comemorações dos 35 anos do curso de comunicação da UFPA, comentando sobre os avanços tecnológicos nas últimas décadas da máquina de escrever ao computador, ilustrando os aportes teóricos com sua experiência de jornalista e professora, chegando a afirmar que é “jornalista por opção e professora por acaso”. Já Daniel Leão considerou o domínio da técnica como algo que media as relações nesta nova sociabilidade em que a máquina é o suporte das ferramentas intelectuais e fez um paralelo com o filme Os Piratas do Vale do Silício de Martyn Burke.

Mas como tudo estava tranquilo, algo que ia de encontro ao título do evento, a mediadora Lara Lages, jornalista e produtora do programa Sementes da TV Cultura atiçou a Muvuca, fez então uma provocação: “quais as promessas e os perigos da tecnologia?”. Muitas coisas foram ressaltadas pelos debatedores que, além das suas afirmações, buscavam fundamentar suas opiniões na citação de vários autores com suas respectivas obras. Uma riqueza de conhecimento que sinaliza a disposição dos comunicólogos em encarar os desafios que a área da comunicação apresentam.
O diálogo, construído do ponto vista da multimídia, do jornalismo e de relações públicas, com profissionalismo e ética, deu o tom do excelente debate, mediado pela jornalista Lara Lages, estabelecido entre os professores Roseli Brito – professora adjunta da Faculdade de Comunicação da UFPA e Daniel Leão – vice-coordenador e professor do curso de Multimídia do IESAM e os acadêmicos do IESAM, Thalmus Gama (Multimídia) e Jair Cleiton Machado (Relações Públicas).
Sob a mira profissional das câmeras fotográficas dos estagiários e acadêmicos da Comunicação que não perdiam os ângulos e os movimentos para os quais foram ensinados, a professora Roseli Brito discorreu sobre os ensinamentos de Lúcia Santaella, na abertura das comemorações dos 35 anos do curso de comunicação da UFPA, comentando sobre os avanços tecnológicos nas últimas décadas da máquina de escrever ao computador, ilustrando os aportes teóricos com sua experiência de jornalista e professora, chegando a afirmar que é “jornalista por opção e professora por acaso”. Já Daniel Leão considerou o domínio da técnica como algo que media as relações nesta nova sociabilidade em que a máquina é o suporte das ferramentas intelectuais e fez um paralelo com o filme Os Piratas do Vale do Silício de Martyn Burke.
Mas como tudo estava tranquilo, algo que ia de encontro ao título do evento, a mediadora Lara Lages, jornalista e produtora do programa Sementes da TV Cultura atiçou a Muvuca, fez então uma provocação: “quais as promessas e os perigos da tecnologia?”. Muitas coisas foram ressaltadas pelos debatedores que, além das suas afirmações, buscavam fundamentar suas opiniões na citação de vários autores com suas respectivas obras. Uma riqueza de conhecimento que sinaliza a disposição dos comunicólogos em encarar os desafios que a área da comunicação apresentam.
A história da imprensa no Brasil com seus primeiros jornais produzidos em Londres, a importância da clareza sobre os postulados da escola de Frankfurt, o entendimento da multimídia como já sendo uma convergência da mídia e a quebra do paradigma dos meios de comunicação, a adoção pelas organizações das redes sociais como parte da sua política e estratégias foram as questões mais contundentes argumentadas pelos professores e estudantes presentes.
Walter Benjamin com sua era da reprodutibilidade técnica, Theodor Adorno e a indústria cultural, Horkheimer e sua teoria crítica, Pierre Lévy nas tecnologias da inteligência, entre outros clássicos citados foram referências teóricas que nortearam as discussões resultantes dos questionamentos levantados pelos participantes.
Entre as ponderações, estava a observação de que as tecnologias devem estar a serviço do homem e não ao contrário. Porque, apesar de estarmos sendo constantemente mediados pela técnica, desde a invenção da imprensa por Gutenberg, como bem colocou Roseli, é necessária a reflexão crítica sobre esse novo paradigma, pois as patologias sociais oriundas desta era digital não são insignificantes e merecem atenção, Daniel Leão citou algumas.
Entre as ponderações, estava a observação de que as tecnologias devem estar a serviço do homem e não ao contrário. Porque, apesar de estarmos sendo constantemente mediados pela técnica, desde a invenção da imprensa por Gutenberg, como bem colocou Roseli, é necessária a reflexão crítica sobre esse novo paradigma, pois as patologias sociais oriundas desta era digital não são insignificantes e merecem atenção, Daniel Leão citou algumas.Do ponto de vista dos acadêmicos da UFPA e do IESAM, entre outras IES, o evento que abrilhantou o Auditório do IESAM foi maravilhoso. Foi, portanto, mais um passo que os acadêmicos da Amazônia deram em direção ao futuro que os aguarda – a Muvuca e a entropia que a acessibilidade, a universalização e a tecnodemocracia dos meios comunicacionais provocarão. 

Texto: Olga Benário e Sinderlei Serra - Alunos do 3º ano de Relações Públicas do IESAM